A Câmara de Caxambu realizou, nos dias 28 e 29 de abril, o II Simpósio Sobre Inclusão, com o tema “Autonomia se constrói com apoio”. O evento, idealizado em parceria com a Comissão das Famílias Atípicas de Caxambu, reuniu autoridades, especialistas e membros da comunidade, em um amplo debate sobre a inserção real das pessoas neurodivergentes na sociedade.
A abertura contou com a vereadora Mariane Papini, que debateu políticas públicas que
promovam a inclusão prática em todos os âmbitos. Em seguida, a professora Andreia Silva Reis relatou a construção da maternidade na realidade da surdez, abordando a rede de apoio e a transição do luto à luta.
O professor Renato Siqueira destacou a integração pelo esporte como ferramenta de socialização e orientação sobre direitos; enquanto a Comissão das Famílias Atípicas de Caxambu encerrou a noite debatendo sobre a maternidade atípica e a capacitação de educadores, apresentando também um guia para avaliar a inclusividade nas escolas municipais.
O segundo dia focou no desenvolvimento e saúde. Luiz Henrique Constantino e Vânia Rodrigues demonstraram como a educação musical e o estímulo multissensorial potencializam a interação social. A neuropediatra Letícia Souza enfatizou a saúde humanizada e o papel do acolhimento afetivo no ambiente escolar. Por fim, a neuropsicopedagoga Thaís Cunha explicou que a inclusão exige adaptações pedagógicas e atenção às emoções ligadas ao aprendizado.
O simpósio foi um espaço vital de escuta e representatividade. Para complementar essas informações, a Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) disponibiliza em seu portal oficial um guia prático sobre direitos e serviços voltados à pessoa com deficiência.











